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De origem mórmon, casal conta como "abriu” o casamento, relacionando-se sexualmente, porém não emocionalmente, com outras pessoas e casais

Você já ouviu falar da “monogamia aberta”, o termo é uma adaptação do inglês “monogamish” que designa casais que levam um relacionamento fechado, porém se permitem  se envolver sexualmente com outras pessoas, sem o envolvimento emocional, como seria no caso do poliamor. Nos EUA, um casal adepto da prática - criado no universo super conservador da religião mórmon - decidiu criar um blog para falar do tema.

O monogamish, ou 'monogamia aberta' permite que casais se relacionem sexualmente com outros,
Reprodução
O monogamish, ou 'monogamia aberta' permite que casais se relacionem sexualmente com outros,


Danielle e Clayton Watson foram criados mórmons, mas deixaram de se identificar com a religião há muito tempo. Após se casarem, perceberam que a instuição e o relacionamento monogâmico vinham acompanhados de uma série de regras, padrões e expectativas com os quais discordam. Foi assim que aderiram à “ monogamia aberta”, que permite que eles se envolvam fisicamente com outras pessoas.

O “ monogamish ”, diferente da poligamia , encoraja o nudismo e incentiva a “positividade sexual”, permitindo que os adeptos frequentem clubes de sexo, transem no mesmo quarto que outras pessoas, flertem com outros casais, mandem “nudes” para diversas pessoas e até transem com pessoas fora do casamento, geralmente outros casais.

A “monogamia aberta” e a religião mórmon

A 'monogamia aberta' também incentiva o nudismo e a positividade sexual
Reprodução
A 'monogamia aberta' também incentiva o nudismo e a positividade sexual


Para Danielle e Clayton, o estilo de vida é uma forma de impedir que o casamento deles fique chato. Os dois ainda querem ajudar outros casais e, por isso, criaram o blog “Fight Boring Marriages” (lute contra casamentos chatos, em tradução literal). Nele, a dupla conta como decidiu “abrir” a relação e como foi lidar com esses desejos e a criação mórmon dos dois.

“Nosso casamento foi meio que um castigo. Nós fizemos sexo antes do casamento, o que é uma grande proibição entre mórmons. Nós nos amávamos, e fomos os primeiros parceiros um do outro, mas nos casamos por obrigação. Na nossa igreja, o bispo recomendou que terminássemos ou nos casássemos. Não queriamos terminar, por isso nos casamos. A Danielle tinha apenas 18 anos quando ficamos noivos”, relembra Clayton no blog.

Assim, o sexo também era um tabu muito grande. Eles só começaram a falar mais do assunto quando decidiram criar uma lista de dez experiências sexuais que queriam viver antes de morrer. A partir daí a relação dos dois mudou completamente.

Atualmente, o casal reveza momentos de “ monogamia aberta ”, com a tradicional, fechada, sempre estando de acordo. Aliás, os dois afirmam que o mais importante para que esse tipo de estilo de vida dê certo é comunicação, visto que só fazem coisas com as quais os dois estão confortáveis. Quando a relação está aberta, eles costumam interagir com outros casais e participar de grupos “monogamish” onde afirmam também fazer ótimos amigos.

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