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Beijar alguém pela primeira vez pode ser desajeitado, babado, inesperado, libertador e até dar dor de barriga, mas, seja como for, é um evento marcante

O beijo é um gesto instintivo. Símbolo do amor e do carinho, há muitos tipos de beijo; o apaixonado, o desajeitado, o que não significa muito, o que significa o mundo, o que gera arrependimento, e, é claro, o primeiro beijo. Apesar de ser algo natural, ninguém nasce sabendo beijar, o que torna as primeiras experiências com essa carícia marcantes – seja pelas borboletas no estômago ou por baba em excesso.

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Mesmo que seja desajeitado, babado, repleto de sentimentos ou completamente insignificante, o primeiro beijo é algo único
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Mesmo que seja desajeitado, babado, repleto de sentimentos ou completamente insignificante, o primeiro beijo é algo único

Porém, nem sempre o primeiro beijo se resume ao momento em que se encosta os lábios aos de outra pessoa pela primeira vez na vida. O primeiro beijo trocado com um grande amor também é uma experiência inédita e marcante, assim como beijos que trazem realizações sobre a própria sexualidade. Nesta sexta-feira (13), comemora-se o Dia do Beijo e, para aflorar suas lembranças com esse gesto tão comum, reunimos quinze relatos engraçados, precoces, desastrosos e, é claro, de esquentar o coração:

*Os nomes de alguns beijoqueiros envergonhados foram alterados

O que ocasionou uma demissão

“Antes de entrar na faculdade, viajei com uma amiga e nós começamos a conversar com o monitor do hotel. Eu achei que ele estava curtindo ela, porque eles falavam sobre música e tal, e eu ficava ali do lado. Fiquei a fim, mas estava meio ‘dane-se’. Saímos com ele, nada aconteceu, voltamos para São Paulo e, depois de uma semana, meus pais quiseram ir para lá de novo.

O cara não estava lá, mas a outra monitora me conhecia e falou: ‘Como assim, você queria ficar com ele? Vou ligar e pedir para ele vir para cá’, e aí marcaram meio que um encontro para nós depois da meia noite, no quarto dos monitores. Ficou todo mundo no quarto do lado, e eu fiquei no quarto com ele.

As pessoas estavam naquele quarto porque uma menina do grupo estava hospedada lá e a mãe dela deixou, mas desde que não tivesse meninos. Bom, tinha meninos, ela chegou no meio da noite e viu. Vieram me avisar, parei de ficar com ele e saímos todos correndo. Ela [a mãe] foi na recepção de madrugada para fazer uma reclamação porque a monitora estava junto com o pessoal. Ela [a monitora] se colocou como responsável e foi demitida no meio da temporada” – Camila*.


O clássico primeiro beijo na festinha

“Dei meu primeiro beijo com 20 anos, relativamente tarde se comparado às outras pessoas com quem convivi no colégio. Foi na primeira balada da faculdade e eu já fui achando que rolaria lá. No mesmo dia, mais cedo, almocei com um amigo e ele me contou como um cara poderia demonstrar que queria ficar comigo.

Mais tarde, fui para a festa e estava dançando com as minhas amigas, aí um cara chegou perto da gente e começou a conversar comigo. Nisso, as pessoas com quem eu estava se afastaram e ele começou a fazer perguntas, do tipo onde eu estudava, que curso fazia e tudo mais. Ele quis saber se eu não ia fazer as mesmas perguntas para ele, só que a música estava alta, eu não entendi nada e paguei o leve mico de responder ‘aham’ [risos]. Aí ele foi chegando mais perto e a gente se beijou.

Ao mesmo tempo em que eu estava tentando saber o que fazer, onde colocar as mãos, fiquei pensando: ‘Tenta curtir’. Não foi o melhor beijo de todos, mas não foi um desastre. Valeu a pena esperar” – Olívia*.


O que dá até dor de barriga

“Eu não lembro exatamente como foi feita a 'combinação', mas, em determinado dia e horário, eu ia dar meu primeiro beijo com meu vizinho e amigo de infância. Eu tinha de 12 pra 13 anos e ele era uns dois anos mais velho. Tinha uma pracinha na nossa rua e era lá que ia se dar o ‘evento’.

Eu me lembro que nós ficamos sentados na pracinha conversando um tempão, me deu dor de barriga e eu tive de correr para casa [risos]. Depois, a gente foi para a rua de baixo porque nossos amigos estavam lá e a gente não queria que eles vissem. Eu me tremia inteira e não me lembro dele falando nada para me acalmar. Na real, acho que ele estava bem nervoso também.

Foi rápido, muito molhado e nada divertido. Eu não sabia o que estava fazendo e, no fim, foi mais uma sensação de alívio do tipo ‘ufa, acabou’ do que qualquer outra coisa. Não me arrependo nem nada porque foi com uma pessoa legal que continuou a ser meu amigo por muitos anos, mas eu claramente não estava preparada e, depois, levou um ano pra eu beijar alguém de novo” – Amanda*.


O precoce, porém fofinho

“Meu primeiro beijo foi aos nove anos com uma menina por quem eu estava apaixonadinho – apesar da idade – e ela também. Foi na escola, acredito que na hora da saída, e foi muito legal. Lembro que ela ia embora de van escolar e eu morava perto, então tivemos de nos esconder do ‘tio da perua’ porque, obviamente, ele não ia gostar, mas deu certo e os dois gostaram.

Ficamos inúmeras vezes depois e acho que até namoramos , trocávamos cartas e tudo. Acabou quando ela mudou de escola e de cidade e, por sermos muito novos e não termos celulares, perdemos o contato” – Bruno*.



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O que rola na viagem em família

“Foi na chácara da menina que eu ‘namorava’ na época. Ela me chamou para ir curtir um fim de semana com os pais e o irmão dela em Mairinque, se eu não me engano. Estávamos sozinhos no quarto, eu deitado no colo dela e, como dizia Renato Russo: ‘UM BEIJO ACONTECEEEEU’. Eu tinha 13 aninhos e muito aparelho fixo na boca” – Henrique*.


O babado

“O meu primeiro beijo foi na festinha de 15 anos de uma amiga ao som da música de abertura de ‘Caminho das Índias’. Foi cheio de baba, mas foi bom. Quando a novela estava reprisando no ‘Vale a Pena Ver de Novo’, eu assistia e me dava uma certa nostalgia [risos]” – Maria Eugênia.


O que envolve invasão e aparelho

“Eu não me lembro exatamente de qual foi o primeiro, mas tenho duas memórias bem marcantes. Em uma delas eu estava em um jogo de verdade ou desafio e falaram para a gente se beijar. Não queríamos fazer na frente de todo mundo, então invadimos o banheiro da mãe do dono da casa, entramos na banheira (vazia) e nos beijamos. Quando olhamos para a janelinha do banheiro, estava todo mundo olhando.

A outra história foi com uma menina de quem eu gostava muito na época. A gente ‘namorava’ e eu fiz uma carta escrito ‘Y Love You’ (com ‘y’ no lugar do ‘i’ mesmo). A gente se beijou real oficial e eu estava bem nervoso. Ela tinha aparelho, eu não sabia direito o que estava fazendo e cortei minha boca inteira. Foi péssimo. Eu amei. Repetiria, porque hoje ela é famosa” – Luis Augusto.


O acompanhado por gestos... Inesperados

“Foi na escada de incêndio do meu prédio, no escuro. Eu não lembro se o beijo foi bom, mas lembro que ele mordeu minha orelha e eu fiquei: ‘O que você tá fazendo?’” – Ingrid*.


Aquele com plateia e tudo

“Eu tinha 11 anos e foi com o primo de um primo meu. Sei lá o que me deu, mas decidi que queria perder o ‘BV’. Foi com um cara que cresceu comigo, um pouco mais velho que eu. Fiquei um tempo sem vê-lo e, quando ele reapareceu, achei que estava gatinho. Como ele já tinha vontade de ficar comigo, sabia que ele toparia ser minha ‘cobaia’ [risos].

Marcamos, por meio dos nossos primos, que seria em uma rua perto da chácara dos meus pais. Para que nenhum adulto suspeitasse, nós não fomos sozinhos. Fomos em bando. Ele estava me esperando e tinha umas sete pessoas junto. Elas se afastaram um pouco, a gente deu ‘oi’ e já beijou. Não foi traumático, foi bem ok. Depois, ele quis ficar comigo de novo, mas eu só queria perder o ‘BV’ mesmo” – Angélica*.


O que pode (ou não) ter sido um erro

“Eu estava bêbada e liguei para minha mãe perguntando se podia e o que ela achava. Eu tinha 16 anos” – Monica.


O que foi “ensinado”

“Eu morria de medo de ficar com alguém e beijar mal, fui a última da turma a beijar. Ficava suada, me tremia toda e minha boca secava, aí uma amiga minha começou a falar que não tinha ninguém melhor que ela para me ajudar. Aí teve um dia em que ela veio dormir em casa, chegou na minha cara e falou: ‘É agora’.

Ok, fui, parava o beijo de cinco em cinco segundos perguntando se estava certo. Depois surtei, dizendo que estava errado, que eu não sabia fazer aquilo e que ela não queria me contar a verdade” – Larissa*.


O com uma trilha sonora inusitada

“Foi em uma festa de excursão da Disney, lembro que estava tocando ‘Rap das Armas’ no momento [risos]. Foi ruim e bom ao mesmo tempo” – Gustavo*.


O pós-decepção

“Foi com meu vizinho logo depois que o menino de quem eu gostava me disse que queria ficar com a minha amiga. Eu fiquei muito triste e ele foi me consolar, aí pediu licença para me beijar. Achei bonitinho, mas ficou só nisso. Beijei alguém de novo só depois de alguns anos” – Natalia.


O libertador

“Eu conheci a Bianca* na internet e vivemos um amorzinho à distância por um mês, mais ou menos. Quando a gente se viu pessoalmente foi bonitinho e tal, era a minha primeira vez [beijando outra menina], mas a dela não. A gente sentou juntas no Masp e ela me beijou. Foi estranho porque eu não estava acreditando no que estava acontecendo, mas foi surreal de libertador. Eu tinha 14 anos e sabia que era aquilo que queria para mim” – Mariana.



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O primeiro de um grande amor

“Foi um primeiro beijo muito antecipado, um beijo que eu queria muito e eu não sabia quando, não sabia como, porque somos amigas e trabalhamos juntas. Eu lembro que a gente estava no aniversário dela e aí eu comecei a olhar para ela. Olhava para ela e pensava ‘eu preciso beijar essa boca, não tem outra saída, preciso saber como é, como eu me sinto’.

Na primeira vez em que a gente se beijou, já encaixou muito bem encaixado, parecia quebra-cabeça, o encaixe perfeito. Hoje, faz cinco meses que eu beijo a mesma boquinha e acho que ela é o amor da minha vida” – Beatriz.



E o seu primeiro beijo , como foi?

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