Autor, que assistiu 3500 filmes, conta as dificuldades da empreitada e faz uma seleção especial de títulos, do beijo ao orgasmo, para o Delas

“Sempre fui ligado a cinema. E a sexo, evidentemente”, diz Maurício Nunes, 41, autor do recém-lançado “Sexo, Cinema e Dois Corpos Fumegantes” (Zelig Editora), compilação de filmes listados em 69 temas ligados à sexualidade. Juntar as duas coisas foi um caminho natural, embora longo: Maurício tinha um caderninho onde registrava as cenas eróticas dos filmes assistidos. Não tardou para que ele virasse referência no assunto e passasse a servir de fonte para amigos que procuravam tipos específicos de cenas. Nove anos depois, veio o livro.

Sexo no cinema: Catherine Deneuve vive a mulher de classe média que se prostitui em
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Sexo no cinema: Catherine Deneuve vive a mulher de classe média que se prostitui em "A Bela da Tarde"


“Assisti a cerca de 3.500 filmes, incluindo os que já constavam do caderninho”, conta Maurício. A experiência cinéfila teve seus desafios. O maior, segundo o autor, foi equilibrar os filmes dentro dos temas. Enquanto alguns assuntos transbordavam opções, em outros temas, mais espinhosos, deu trabalho chegar a dez títulos.

Mas também rendeu uma visão interessante do erotismo no cinema ao longo das décadas. Nos anos 30, os filmes com conteúdo erótico existiam, mas com circulação bem restrita. O pós-guerra viu o que Maurício classifica como uma “encaretada geral”. Mas, nos 70, na esteira da liberação sexual, a nudez volta às telas. São desta época clássicos como “O Império dos Sentidos” (1976), “Garganta Profunda” e “O Último Tango em Paris” (ambos de 1972).

Nos anos 80, o forte passa a ser a insinuação. “‘Flashdance’ e ‘A Dama de Vermelho’ têm personagens centrais extremamente sensuais que não mostram nada”, ilustra Maurício. “Mesmo o absoluto clássico sensual da década, o tão falado ‘Nove Semanas e Meia de Amor’, mostra muito pouca coisa”.

Veja guia com 69 posições sexuais

Para ele, hoje em dia o problema dos filmes é outro: o excesso. “Às vezes, tem cenas de sexo completamente sem graça. A nudez ficou muito gratuita”, queixa-se o autor.

A pedido do Delas, Maurício selecionou 17 cenas, em temas diversos, com o melhor da expressão do erotismo nas telas. “O meu livro começa com beijo e termina com orgasmo, como toda relação deveria ser, então aqui também começamos com beijo e terminamos com orgasmo. Espero que tenha sido bom para você, leitora”, brinca.

Veja abaixo as escolhas e o comentário do autor sobre cada um.

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Mais sobre o livro em  "Sexo, Cinema e Dois Corpos Fumegantes" (página oficial da obra no Facebook) e sobre o autor,  Maurício Nunes

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