Nos 60 anos do Relatório Kinsey sobre o comportamento sexual da mulher, reveja eventos e pessoas que se destacaram na história da revolução dos costumes

Há 60 anos, o biólogo Alfred Kinsey dava o primeiro e mais ecoado tiro para revolucionar a forma como se enxergava a sexualidade da mulher. Em setembro de 1953 ele lançava “Sexual Behavior on the Human Female”, publicado aqui no ano seguinte, pela Atheneu, com o título “Conduta Sexual da Mulher”.

O livro compilava dados resultantes de uma pesquisa com quase 5 mil mulheres e seguia o “Sexual Behavior on the Human Male” (1948), em que Kinsey destrinchava o comportamento sexual do homem. Os livros ficaram conhecidos como “Relatório Kinsey” e foram os primeiros a falar objetivamente, e com rigor científico, sobre o comportamento humano entre quatro paredes.

As descobertas de Kinsey atingiram a conservadora sociedade do pós-guerra como uma bomba. Mas não foram a única iniciativa importante, ao longo das últimas décadas, rumo à liberação sexual feminina.

Desde a luta da enfermeira Margaret Sanger, no início do século 20, pela divulgação de informações a respeito de métodos contraceptivos e planejamento familiar (iniciativa pela qual ela e suas colegas foram processadas) até a surpreendente escalada da trilogia “Cinquenta Tons” rumo ao topo das listas de mais vendidos em 2011, colocando descrições de práticas sadomasoquistas na leitura diária de mulheres de todas as idades, a história da liberação sexual feminina continua sendo escrita – e alguns dos seus marcos estão logo abaixo.


Colaborou: Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan 

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