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Alimentação do bebê sem mitos

Introduzir novos alimentos, além do leite materno, representa uma fase crucial no desenvolvimento do bebê. Mas este momento é cercado de mitos. Descubra, afinal, do que seu bebê precisa e saiba como agir na hora de apresentá-lo às papinhas e afins

Redação | 26/06/2009 13:10

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Foto: Getty Images

A introdução de novos alimentos deve acontecer após os seis meses de vida, sempre com acompanhamento do pediatra, e é fundamental para que o bebê tenha uma dieta balanceada e receba todos os nutrientes de que necessita para o seu adequado desenvolvimento e crescimento, bem como para a formação de hábitos alimentares saudáveis. Uma dieta monótona pode levar à inapetência e comprometer o estado nutricional da criança.

Para grande parte das mães a introdução de novos alimentos é um desafio, pois o bebê, que até então só tinha contato com o leite materno, tende, inicialmente, a rejeitar novos sabores e texturas.

Como facilitar, então, a aceitação do alimento pelo bebê? Algumas dicas nem sempre conhecidas pelas mães, sobretudo aquelas de primeira viagem, vêm sempre a calhar.

Antes da primeira tentativa, é muito importante que a mãe tenha consciência da importância da família no comportamento alimentar da criança no futuro. Os hábitos alimentares adotados em casa servem de exemplo na vida da criança.

O ideal é que o primeiro alimento seja uma papa macia e pastosa, preparada com cereal (arroz, milho e batata) ou com frutas. A primeira papa salgada deve ser oferecida uma vez ao dia, no almoço ou jantar. A partir do sétimo mês, o bebê já pode receber a papa salgada no almoço e jantar – mas sempre mantendo o aleitamento materno. 

É normal que o bebê rejeite um determinado tipo de alimento até oito vezes, em média, até aceitá-lo completamente. Isso não significa que ele não tenha gostado; por isso, a insistência é fundamental. Utilizar colher adequada com pequenas quantidades também colabora na aceitação. Deve-se lembrar que esta é uma fase de intenso aprendizado para o bebê, por isso é necessário paciência. É natural que ele cuspa a comida, brinque com ela e até tente colocar as mãos para satisfazer sua curiosidade em relação ao novo alimento. 

A consistência dos alimentos deve ser progressivamente elevada, respeitando o desenvolvimento de cada criança. Dessa forma a mãe evita a oferta de alimentos muito diluídos (com baixa densidade calórica) e propicia a oferta calórica adequada.

No início, os alimentos devem ser pastosos (bem amassadinhos) e, com o passar do tempo, semi-sólidos, com pedacinhos e até sólida. Dê preferência por oferecer alimentos cozidos e, após o primeiro ano, verduras e legumes crus na forma de saladinhas. O ideal é que até o final do primeiro ano de vida a alimentação do bebê esteja bem próxima da consistência da alimentação da família.

Aos sete meses, o bebê já deve receber pelo menos uma papa salgada composta por cereais ou tubérculos, carne e hortaliças. A carne não deve ser retirada após o cozimento, mas, sim, picada ou desfiada e servida à criança (procedimento fundamental para o fornecimento adequado de ferro e zinco).

Já os cereais secos podem ser oferecidos na forma de mingaus, servidos com colher, como lanche à tarde, entre o almoço e o jantar, ou no café da manhã. Permita que o bebê tente alimentar-se sozinho, sempre sob supervisão de um adulto, um ato importante no desenvolvimento de sua coordenação motora.

Dicas para esta fase
 
- Lembre-se de que comer muito não é comer bem. A mãe não deve preocupar-se apenas com a quantidade, mas também com o aporte nutricional que está oferecido. O carboidrato deve ser o equivalente a 45-65% do total de energia da dieta, enquanto a proteína deve ser no máximo 5-20% da dieta. As papinhas devem ser intercaladas com o aleitamento para que o bebê tenha as refeições em horários corretos e volumes adequados

- Não desista nas primeiras tentativas achando que o bebê não gostou do alimento. São necessárias, em média, oito exposições ao alimento para que o bebê o aceite completamente. A recusa também pode ter outras causas como temperatura elevada, excesso de temperos ou cheiro forte. Encare a recusa como um fato inerente a esta fase e não como um gerador de estresse para mãe ou o bebê

- Não alimente o bebê em locais com muito barulho ou em frente a TV

- Não use açúcar nas papas de frutas

- Não use a mamadeira para oferecer papa pastosa


Fonte: Nestlé Nutrition

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    4 Comentários |

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    • gardeniasampaio | 27/10/2009 21:25

      Adorei as orientações que tem nesse site!Porem continuo com uma grande dúvida.\nTenho um bebê de quatro meses e já estou querendo lhe oferecer suco.Quais as frutas ideais e como adoçar os suquinhos,já que o bebê pode rejeitar algumas das frutas ,deviduo a acidez e o azedo de algumas?

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    • gardeniasampaio | 27/10/2009 21:17

      Adorei as orientações que tem nesse site!Porem continuo com uma grande dúvida.\nTenho um bebê de quatro meses e já estou querendo lhe oferecer suco.Quais as frutas ideais e como adoçar os suquinhos,já que o bebê pode rejeitar algumasfrutas deviduo a acidez e o azedo de algumas?

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    • jhessyka | 16/07/2009 16:01

      adorei a materia "Alimentação do bebê sem mitos"pois sou mae de primeira viajem .Minha filha esta com 3 meses eu nao saberia o q servi ou como servi o primeira refeiçao (papinha)\n...\nAdoraria receber receitas de papinhas

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    • catiane carvalho | 15/07/2009 11:51

      ACHEI MUITO INTERESSANTE O QUE TEM NESTE SITE MAS GOSTARIA DE AJUDA EM RELAÇÃO AO QUE DAR A MINHA FILHA DE 10 MESES, ELA COMO MUITOS ALIMENTOS PASTOSOS, COMO FEIJÃO, BEM MACHUCADINHO, LEITE COM MUCILON E SOPINHA DE CARNE ,ESTÁ CORRETO O QUE ELA ESTÁ COMENDO OU PRECISO VARIAR ESTE CARDAPIO!

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