Será mesmo que as mulheres gostam menos de filmes eróticos do que os homens? Fomos descobrir e a verdade é um pouco diferente do que dizem por ai...

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Nas rodinhas femininas, muitas ainda são relutantes quando o assunto é inovar no relacionamento assistindo a um filme erótico. Entregar-se de vez a este tipo de estímulo visual ainda é um tabu para as mulheres. Elas insistem em dizer que não gostam, e eles vêem escondidos.

Mas será que os motivos deste bloqueio são apenas culturais? Na verdade, há também uma razão fisiológica. Os homens respondem melhor aos estímulos visuais, enquanto as mulheres são mais receptivas ao toque. Realmente, o estímulo visual é muito forte para o homem. Na mulher ele também é importante, mas o tato para ela é mais sensual e excitante, explica a psicanalista e sexóloga Carmen Janssen. É natural que ele se excite com mais facilidade e rapidez, pois ele precisa de uma quantidade de sangue muito menor do que a mulher para alcançar a ereção, completa.

Isso não elimina o fator cultural. Ela é mais romântica, desenvolve mais o afeto e o romantismo. O toque estimula a afetividade e a sensação de segurança por se sentir desejada, continua Carmen. "A mulher se sente reprimida. Ela tenta fazer de tudo no relacionamento e se esquece de que também tem que sentir prazer, e não só dar o direito deste sentimento ao homem", atesta a psicóloga Maria Aparecida Purini. E é jogando limpo que elas vão ganhar mais espaço no território masculino.

Eles x elas

"Assistir a filmes eróticos com o parceiro ainda é um grande passo para as mulheres modernas; elas preferem ir direto ao ponto ou alugar um desses blockbusters sozinhas", conta Maria. A atitude pode ser entendida com a ajuda de Manuela Pinho, 25 anos e noiva. Ela diz que não assiste e não compartilha nenhum momento de prazer com o amado através deste tipo de estímulo. "Acho que esse tipo de vídeo é uma coisa suja e muitas vezes parece que aquelas mulheres estão sentindo dor e não prazer, explica.

Sei que muitas delas fazem esse 'trabalho' apenas pelo dinheiro, e esse é mais um dos motivos para que eu não assista a esses vídeos", diz. Manuela se encaixa na maior fatia do bolo quando falamos de preconceitos a essa forma de prazer tão comum para os homens.

Para eles, a 'cara feia' das mulheres não faz nenhum sentido, uma vez que o vídeo apenas traduz o que muitos dos casais fazem na cama. Fábio Neves, 27 anos, já namorou meninas que não gostavam das sessões de dvds eróticos. Ele tentou contornar, mas não teve jeito: "Terminar um relacionamento por este motivo é algo idiota, mas convenhamos que não gostar e até mesmo se sentir ofendida por algo tão normal quanto isso é uma coisa fora do comum". Resultado da história? Cada um pra um lado.

Quem tem razão?

Segundo a psicanalista e sexóloga Carmen Janssen, os dois podem estar enganados. Afinal, vamos e venhamos: os filmes pornográficos não correspondem exatamente à realidade. A maior parte das mulheres consegue alcançar o orgasmo através da estimulação do clitóris e de carícias pelo corpo. O que se vê nesses filmes são penetrações que duram uma hora com mulheres "gemendo e adorando", e as coisas não são bem assim, diz ela. Nesse sentido os filmes pornôs deseducam, principalmente ao homem menos esclarecido que acha que vai agradar uma mulher somente com a penetração.

Mulheres são mais delicadas, então há uma tendência para que o filme erótico delas também seja assim: envolvente e com uma história para contar. O sexólogo Cláudio Picazo explica o porquê dessa diferença: "Os homens se excitam vendo as partes do corpo, já as mulheres, vendo o todo".

Mas será que isso está mudando? Para Purini, a coisa caminha conforme a música e as mulheres estão passando por uma transformação interior. Algumas já passaram a aceitar essa 'ajudinha' na hora de esquentar o relacionamento. "O melhor é pensar em algo que possa ajudar o casal a se firmar na relação, seja para apimentar o começo ou renovar o casamento que já dura duas décadas", afirma.

Uma dessas mudanças já pode ser vista na vida de Eduarda Resende, que tem uma cabeça mais aberta e vê essa forma de prazer como uma das mais divertidas do relacionamento. "Eu adoro assistir; sozinha ou com meu namorado. Acho super normal e nem tenho frescuras quanto a isso... É bom porque você assiste pra ter novas idéias do que fazer na cama e pode aproveitar para aplicá-las com mais vontade ¿ e porque não ali mesmo?", conta.

Carmen engrossa o coro, com reservas: Não há nada de errado em gostar de filmes pornôs. Se o casal se excita deve assumir isso com tranqüilidade, afinal pode ser mais um estímulo. Muitas mulheres afirmam que é nojento, mas na realidade não é bem isso que querem dizer; se houvesse erotismo, sensualidade, carícias, olhares, toques e todos os estímulos eróticos de que elas precisam, certamente seria mais excitante para a maioria, diz.

Faça o que tiver vontade

Uma dica: quem gosta de assistir aos filmes eróticos, é bom ter em mente que eles devem ser encarados com olhar crítico. Afinal, você conhece alguém que transou com o entregador de pizza em cinco minuitos? As histórias são fantasiosas e funcionam mais como estímulo. É preciso ter consciência de que a realidade é outra, alerta Carmen. Vale se inspirar em certas posições, por exemplo. Mas, para saber o que a mulher gosta, em primeiro lugar ela mesma precisa conhecer suas regiões erógenas e mostrar isso ao parceiro, que deve ter sensibilidade para agradá-la, explica ela.

Aposte no seu fetiche e não deixe a vergonha dominar a relação. Mas, acima de tudo, aposte em você mesma. Afinal, uma relação sem novidades corre o risco de não decolar; já uma com altas doses de emoção ¿ baseada na honestidade, inclusive de dizer do que gosta na cama ¿ tem tudo para dar super certo!

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