As discussões sobre o aborto ainda causam muita indignação no Brasil. Mesmo assim, no Mês da Mulher, não tem como deixar esse assunto de lado

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=delas%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237496350160&_c_=MiGComponente_C

Segundo uma pesquisa do Instituto Datafolha, 65% dos brasileiros são contra mudanças na lei e temem a banalização do ato . Para eles o homem não tem direito de tirar a vida de uma criança, mesmo os médicos afirmando que nas primeiras dez semanas de gestação o feto não pode ser considerado um ser humano.

No entanto, a vontade da maioria não precisaria ser discutida se os números não fossem tão alarmantes: a cada minuto, quase dois abortos clandestinos são realizados no Brasil .

Essa é uma estimativa baseada nas internações pós-aborto pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e aponta que cerca de um milhão de mulheres interrompem a gravidez por ano no país, enquanto somente duas mil mulheres são submetidas à procedimentos legais.

Em Portugal, a discussão sobre o tema virou plebiscito, e a partir do plebiscito tornou-se lei. Em abril do ano passado, foi aprovado pelo presidente português Aníbal Cavaco a lei que descriminaliza a interrupção voluntária da gravidez durante as dez primeiras semanas de gestação.

Atualmente no Brasil o aborto é considerado crime , exceto em casos de estupro e de risco de vida para a mãe. Existe no Congresso Nacional uma proposta de um Anteprojeto que altera o Código Penal e prevê uma terceira possibilidade quando forem constatadas anomalias fetais

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão tem defendido a convocação de um plebiscito sobre a mudança na lei aqui no Brasil também, pois acredita que levar o assunto para votação popular pode desencadear uma discussão mais ampla e madura que envolva o problema com uma questão de saúde pública.

Em Portugal, por exemplo, o primeiro plebiscito ocorreu em 1998, mas não foram às urnas pessoas suficientes para validarem a votação, nove anos depois, houve uma segunda tentativa e finalmente foi sancionada a lei de descriminalização do aborto.

O embate pode ser considerado o primeiro passo para a discussão do ponto de vista da saúde pública e não somente religioso como tem sido até agora.

Nessa semana, durante as comemorações do Dia Internacional da Mulher. Na sábado passado (8), a legalização do aborto foi um dos temas reivindicados pela Marcha Mundial de Mulheres que reuniu integrantes de movimentos feministas e militantes de partidos políticos durante a manifestação na capital paulista.

Igualdade salarial, fim da violência doméstica e mudança na forma de tratamento da mulher pela mídia são alguns dos temas discutidos na marcha.

Mas independente da posição contra ou a favor da mudança na lei e legalização do aborto.

O que você acha sobre a realização do plebiscito para decidir o caso?
A favor ¿ afinal em um caso polêmico como esse, o povo tem o direito ajudar na decisão

A favor ¿ porque é hora de começar uma discussão menos religiosa e pensar mais na saúde pública

Contra ¿ não é competência do povo decidir um assunto que a maioria não tem maturidade para decidir

Contra ¿ sou contra o aborto e qualquer tipo de discussão à respeito, afinal aborto é crime



A consulta é realizada somente entre internautas e não tem valor de amostragem científica


Leia mais sobre: aborto

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.